O tradicional encontro de ex-alunos da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam), que acontece anualmente no dia 1º de maio, foi proibido este ano por determinação do atual presidente da instituição, Frederico Corrêa Lima de Carvalho, conforme ofício datado de 23 de abril.
A festa, que ao longo dos anos passou a ser organizada pelos próprios ex-alunos, sempre contou com grande adesão da comunidade e é considerada um marco de confraternização e memória para gerações de estudantes que passaram pela instituição.
Desde a divulgação do ofício, diversos ex-alunos entraram em contato com a redação, demonstrando indignação com a decisão. Diante disso, foi solicitado um posicionamento oficial da Fundação. Após considerável atraso, a assessoria de comunicação da Fucam enviou nota à imprensa, que segue na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
A Fundação Educacional Caio Martins informa que não há qualquer impedimento para a visita de cidadãos às suas unidades em seus dias habituais de funcionamento. No entanto, a realização de eventos nas dependências da instituição, como é o caso do encontro promovido por ex-alunos, exige o cumprimento de normas legais específicas, que têm como objetivo garantir a segurança de todos os participantes.
Esses procedimentos incluem a comunicação prévia e formal à gestão da Fundação, além da devida ciência por parte da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, conforme determina a legislação vigente e os protocolos de segurança.
No presente ano, em virtude de uma ocupação irregular nas dependências do Centro Educacional de Esmeraldas, informamos que não há autorização para a realização do referido evento na unidade. A medida visa assegurar a integridade da comunidade escolar, dos visitantes, dos estudantes e dos demais beneficiários da Fucam.
Reafirmamos nosso compromisso com a segurança e o bem-estar de todos e reconhecemos a importância simbólica do encontro de ex-alunos, que historicamente representa um momento de celebração da comunidade caiomartiniana. Contudo, ressaltamos que o evento em questão não é organizado pela Fundação Caio Martins e que o uso dos espaços públicos deve respeitar os trâmites legais e as condições operacionais das unidades.
Atenciosamente,
Fundação Educacional Caio Martins
A nota, embora esclareça os motivos técnicos da proibição, não ameniza a frustração de muitos ex-alunos, que consideram a decisão um desrespeito à história da instituição e à tradição do evento.
A reportagem segue acompanhando os desdobramentos do caso.

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